Quando devo reduzir o quadro de funcionários?

Quando devo reduzir o quadro de funcionários?

Épocas de crise como esta que estamos passando leva muitas empresas a temerem pelos prejuízos provocados pela diminuição nas vendas e, inclusive, pela redução na produção e comercialização de bens e fornecimento de serviços em função da baixa procura pelo consumidor. A partir disso, as empresas passam a adotar programas de demissão voluntária ou até mesmo a sumária redução dos postos de trabalho.

Mas será mesmo que a demissão é a melhor alternativa para a redução de custos em épocas de recessão? É sobre isso que o post de hoje irá tratar nos tópicos a seguir. Confira!

Avalie a situação

Decidir por reduzir o quadro de funcionários depende muito de uma avaliação mais aprofundada do quadro geral. Muitos empreendedores se desesperam com as notícias e acabam tomando medidas abruptas. O que deve ser compreendido é que, algumas vezes, o que dizem nos noticiários em períodos de crise financeira não passa de especulação vinculada a algum tipo de interesse, ou situações específicas de determinados segmentos ou regiões. O que deve ser estudado neste caso é a situação real da sua empresa.

Mesmo que haja a diminuição constatada do volume de vendas e da produtividade do negócio, uma avaliação profunda a respeito de quanto tempo durará o período de baixa deverá ser meticulosamente considerada, pois é um prejuízo a mais para qualquer negócio ter que demitir para depois recontratar. Lembre-se que se trata de um processo caro para o empreendimento, tendo em vista os custos com encargos de demissão, treinamentos, recrutamentos, entre outros. A demissão apenas é uma medida válida, quando um estudo bem elaborado realizado pelo planejamento da empresa indica números favoráveis ao negócio após esta tomada de decisão.

Medidas alternativas à redução do quadro de funcionários

Outra questão a ser avaliada com cuidado é se existe a possibilidade de se tomar outras medidas que não sejam a redução do quadro de funcionários, em função de todos os problemas que isso possa vir a acarretar tanto para o empregador quanto para o colaborador.

As férias coletivas ou os chamados “layoffs”, ou seja, a redução temporária de jornadas de trabalho e, consequentemente, a diminuição dos ordenados, ou até mesmo a suspensão temporária dos contratos para requalificação, são algumas opções menos traumáticas para esperar a crise passar. Estas medidas são juridicamente amparadas e até possuem alguns benefícios oferecidos pelo governo.

Nenhum mal dura para sempre

Lembre-se de que o Brasil, apesar de estar passando por uma situação realmente preocupante, principalmente em função da instabilidade política e do descrédito da população quanto ao governo, já superou crises ainda piores com a inflação indo a limites inimagináveis para os padrões atuais. Apesar disso, muitas empresas souberam encontrar alternativas ou até mesmo se reinventar para se adequarem a situações adversas.

O importante é não se deixar abalar e se manter sempre positivo, mesmo diante de uma situação aparentemente insuperável, pois os tempos de “vacas gordas” parecem ter passado, mas saiba que os tempos de recessão também irão acabar um dia.

Em um momento desses, cabe a cada empresário ter uma visão geral do quadro de seu empreendimento e ser inteligente ao buscar a melhor solução para que os impactos da crise sejam minimizados. E isto se faz com planejamento financeiro.

Qual é a sua opinião sobre o assunto? Deixe seu comentário e participe do post!

2018-12-28T16:23:21+00:00Por |

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