6 respostas para suas dúvidas sobre fluxo de caixa para clínica médica

6 respostas para suas dúvidas sobre fluxo de caixa para clínica médica

Você abriu seu próprio negócio a partir de uma carreira de sucesso, mas quando se trata da contabilidade e da gestão financeira da sua clínica médica ainda tem muitas dúvidas? Saiba que para manter um negócio saudável e maximizar os ganhos é preciso buscar o melhor desempenho possível e um dos principais focos de atenção é com relação a um procedimento financeiro básico: fluxo de caixa.

Assim como manter o fluxo sanguíneo é vital para a saúde dos seus pacientes, gerenciar o fluxo de caixa é fundamental para que a clínica não fique no vermelho e possa cumprir seus compromissos. Além disso, é fundamental ter as contas em dia para realizar investimentos e evoluir sempre.

O que é fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é o movimento de entrada e saída de recursos financeiros da empresa. De acordo com o Sebrae, é uma das mais importantes ferramentas de gestão financeira, pois permite ao empreendedor lançar suas contas a pagar e seus direitos a receber, além de estimativas de receitas e despesas, apurando assim o saldo disponível ou mesmo indisponível, possibilitando medidas antecipadas de gestão. É um poderoso instrumento gerencial na antecipação de problemas de liquidez e endividamento, sintomático de rentabilidade, lucratividade e eficácia do negócio.

Confira a seguir as seis principais dúvidas – e as suas respostas-, na hora de fazer o fluxo de caixa da clínica médica.

1- Quanto a clínica faturou no mês?

Se você faz retiradas do caixa da clínica para pagar despesas pessoais como a mensalidade da escola do filho, manutenção do seu carro ou a conta do supermercado, por exemplo, nunca saberá ao certo quanto o negócio faturou. Para não ficar a mercê do improviso e ver seus rendimentos esvaírem-se em despesas não contabilizadas, é importante separar as contas pessoais e as contas da clínica para ter a exata noção do desempenho financeiro. Não menospreze os pequenos gastos diários como o cafezinho, despesas de correio e compra de material de limpeza. Tudo tem que estar na ponta do lápis e ser registrado no fluxo de caixa. Se você não separa a conta física da jurídica não saberá exatamente o quanto tem para fazer frente às despesas ou para reinvestir no negócio e pode fazer retiradas maiores do que a clínica fatura.

2- Qual o lucro da clínica?

Seu negócio vem operando no vermelho? Ou o dinheiro tem entrado, mas você só investe quando há sobra de caixa, ou seja, quando tem dinheiro no banco? Mais importante que o faturamento, é saber se a clínica é lucrativa para validar se ela é economicamente viável ou se, num breve período de tempo você não irá se afundar em dívidas. Lembre-se que é o lucro e não necessariamente o faturamento que gera o equilíbrio de contas, o valor que financia a operação da sua clínica e o capital de giro, que paga os salários dos colaboradores e que proporciona um saldo positivo para investimentos. Além do que, é o lucro que remunera os sócios da clínica.

3- Qual a retirada mensal que os sócios podem fazer?

Como foi falado anteriormente, para não haver confusão entre contas pessoais e da clínica é preciso estabelecer um pró-labore, uma espécie de salário mensal com um valor fixo para você e seus sócios, caso houver. É possível ainda fazer uma retirada, de tempos em tempos, como divisão dos lucros. Mas também é importante considerar ter um fundo de reserva para manter o negócio, no caso de uma perda repentina de receitas – motivada pela crise econômica ou o encerramento de um convênio, por exemplo. E ainda para fazer os investimentos como a aquisição de equipamentos mais modernos para realização de exames, capacitação do corpo clínico e melhoria na infraestrutura com reformas.

4- Quais as principais despesas da empresa?

Na hora de fazer o fluxo de caixa da clínica médica é importante listar e categorizar todas as despesas, por menores que sejam, e separá-las em fixas e variáveis. Exemplos de despesas fixas seriam aluguel, salários dos funcionários, tributos pré-fixados, como IPTU. Nas despesas variáveis podem ser consideradas contas de água, luz e insumos que são adquiridos conforme a demanda. Com esse controle de despesas por categoria também é mais fácil detectar onde está havendo gastos desnecessários, ou seja, dinheiro saindo pelo ralo e que não traz nenhum resultado.

5- Qual convênio tem o melhor retorno?

Você já parou para pensar se determinado convênio, mesmo que gere muitos atendimentos – mas com maiores despesas para a clínica -, não é menos lucrativo que um outro, que demanda procedimentos mais sofisticados e com maior rentabilidade? Somente com as contas em dia registradas no fluxo de caixa você terá condições de analisar a rentabilidade e a lucratividade de cada tipo de convênio, tratamentos e procedimentos.

6- Quanto a clínica vai faturar daqui seis meses?

Segundo o escritor e filósofo romano Sêneca “para quem não sabe para qual porto ir, não há ventos propícios”. Ou seja, sem planejamento você não saberá como alcançar resultados e manter a sua clínica relevante no mercado. Por isso, além do controle diário das entradas e saídas, projetar o fluxo de caixa é fundamental para ter melhores resultados financeiros. Ao acompanhar e analisar o histórico de eventuais excedentes ou escassez financeira é possível se preparar e programar melhor para o futuro. E quanto maior for a proximidade entre a previsão do fluxo de caixa e o efetivamente realizado, maior será o conhecimento sobre seu negócio e maiores os ganhos.

Como prevenção e para garantir maior tranquilidade na gestão, o ideal é reservar um montante extra e formar um capital de giro para a clínica. O capital de giro pode ser definido pelos sócios como sendo um fundo onde serão depositados um determinado percentual do faturamento ou do lucro mensal, limitado a um determinado valor.

Segundo o Sebrae, o capital de giro tem como objetivo suportar as oscilações de caixa. Ou seja, o capital necessário para financiar a continuidade das operações, como recursos para financiamento aos clientes (prazos e parcelamentos de pagamento), recursos para manter estoques e recursos para pagamento aos fornecedores (compras de matéria-prima), pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais.

No caso de consultórios e clínicas médicas, pode servir ainda para suportar eventuais perdas, atrasos ou glosas em repasses de convênios.

Como foi visto, manter o fluxo de caixa em dia é muito importante para a saúde do negócio. Para que a contabilidade e a gestão financeira da sua clínica médica estejam sempre saudáveis, você pode contar com a ajuda de um especialista. Conte com a expertise no segmento de saúde da Rede NTW Contabilidade e Gestão Empresarial, que oferece um serviço exclusivo e diferenciado para as clínicas médicas, prescrevendo ações precisas e lucros consistentes.

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Coordenado por: 

Leonardo Furtado – Diretor Executivo da Unidade NTW Belo Horizonte Sul

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