Um processo de sucessão familiar bem estruturado necessita de tempo e deve ser conduzido por profissionais capacitados. As áreas tributárias e fiscais são especialmente sensíveis em todas as etapas.

Por Adilton dos Santos Gomes*

 

Cada dia mais, os filhos dos empresários e produtores rurais tendem a buscar carreira solo e fora das propriedades agrícolas. Com isso, todo o patrimônio construído pelos pais, ao longo de décadas de dedicação, tende a reduzir-se ou até mesmo acabar. Há ainda a profissionalização da gestão do empreendimento rural, que não admite mais amadorismos, mas uma gestão competente, já que os custos de produção são cada vez maiores. Deve-se, portanto, ter cautela e um controle rígido dos custos e de todos os elementos envolvidos na produção, com o objetivo de maximizar os lucros da propriedade.  Isso, no entanto, exige cuidados especiais que vão do plantio à comercialização da safra, passando, inclusive, pela gestão tributária do empreendimento.

Diante dessas e muitas outras variáveis que envolvem a produção agrícola em nosso país, é essencial que os produtores e as empresas rurais, de qualquer tamanho, comecem a estruturar a sucessão familiar. Muitas vezes, quando se fala nessa expressão, o que nos vem à mente é a morte do patriarca ou da matriarca. Porém, trata-se de uma visão equivocada do termo. Então, o que ocorre é que os filhos crescem, tornam-se adultos, passam a ter uma nova família e novos objetivos. Na maioria das vezes, os pais continuam achando que os filhos ainda são muito jovens e não são suficientemente maduros para conduzir os negócios da família. Dessa forma, passam a fomentar a ideia de que tudo deva continuar sendo controlado por eles mesmos, enquanto os sucessores devem seguir apenas como empregados na empresa.

O momento de se iniciar um processo de sucessão e organização do negócio familiar não é a idade biológica dos pais, mas quando os filhos já estiverem aptos a participar na gestão e condução do negócio. Primordialmente, a forma de entender a criação de uma empresa rural familiar deve passar pela perspectiva de um sistema constituído de três pilares: família X propriedade X negócio. O processo de sucessão familiar bem estruturado necessita de tempo e deve ser conduzido por profissionais capacitados. Dentre as vantagens de um processo bem planejado, podemos citar as seguintes:

  1. Permite a relação harmoniosa da família – esse pode ser o maior ganho intrínseco;
  2. Permite a continuidade do negócio familiar por gerações;
  3. Permite o crescimento econômico e financeiro da empresa;
  4. Estabelece uma relação comercial entre pais, filhos e netos;
  5. Permite que as novas gerações conheçam os negócios da família mais cedo e com isso possam tomar decisões com relação as suas carreiras profissionais;
  6. Tranquiliza os pais com relação ao processo sucessório;
  7. Permite preparar a sucessão em vida, diminuindo os custos e atritos familiares;
  8. Mantem o tamanho do negócio, além de faze-lo crescer, aumentando, com isso, a escala de produção.

“Há inúmeras motivações para se empreender a sucessão quando se é apaixonado pelo negócio. Ver a continuidade de um trabalho iniciado em gerações passadas chegar aos dias de hoje nos traz como responsabilidade principal dar seguimento a ela. É motivador sentir-se um elo dessa corrente e ter certeza que se está construindo algo já iniciado, que cada geração está cumprindo com seu dever, colocando a propriedade atualizada com as exigências de seu tempo” — Sr. Raul Signorini, produtor rural no estado do MT, cuja propriedade da família foi adquirida em 1911.

Muitos produtores rurais do nosso país procuram modernizar suas máquinas e equipamentos para obter maior produtividade e redução dos custos de produção. Eles devem entender, no entanto, que a eficácia na gestão da propriedade também é fundamental para se atingir tais objetivos. É igualmente importante que a relação entre pais e filhos – eventualmente crescidos e participando das atividades – seja harmônica e que garanta uma sucessão sem grandes conflitos.

A profissionalização da gestão do empreendimento, especialmente de áreas mais sensíveis, como as tributárias e fiscais, deve ser conduzida com o auxílio de especialistas altamente capacitados. Caso contrário, os lucros da empresa podem se esvair devido à má gestão ou falta de tempo hábil. Com a profissionalização da gestão e a definição de processos de sucessão, o patrimônio adquirido com muito esforço e dedicação poderá, portanto, se perpetuar por gerações.

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* Adilton dos Santos Gomes é diretor executivo da NTW Luís Eduardo Magalhães e consultor em sucessão familiar em empresas rurais familiares. Contato: adilton.gomes@ntwcontabilidade.com.br